Mostrar mensagens com a etiqueta ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ciência. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Covid 19 - A estratégia Sueca de evitar o Lockdown funciona?

Problema:

Qual a melhor maneira de minimizar o impacto do Covid 19 em termos de Saúde Pública e da economia?

 (Covid 19; #CovidSweden; #Covid; #hurdimmunity; #economy; #recession)



 Contexto: 

Há essencialmente duas estratégias de ação de combate ao Covid 19:

·          Uma, tentada pelo Reino Unido (e rapidamente abandonada) e pela Suécia (que persiste), que estabelece algumas medidas de afastamento social e fecho de algumas estruturas, mas evita medidas mais fortes de confinamento, como o Lockdown, mantendo grande parte das escolas e comércio, como restaurantes e cafés, abertos, impedindo apenas concentrações acima das 50 pessoas;

·          Uma segunda, que é a da grande maioria dos países e que procura criar o máximo isolamento social procurando evitar grandes focos de transmissão que podem comprometer a capacidade do Sistema de Saúde e com isso incrementar a mortalidade, tal como verificado em Itália, em Espanha e em Nova Iorque, entre outros. 

Ideias: 

A primeira estratégia visa naturalmente evitar uma recessão económica. O lockdown quebra grande parte da atividade económica já que se bloqueiam a maioria dos negócios de comércio e de serviços de proximidade, com exceção dos bens de primeira necessidade.

Os defensores desta abordagem promovem a ideia de proteger apenas a população idosa e quem tenha morbilidades específicas, já que são quem tem maior vulnerabilidade a este vírus, com taxas de letalidade muito elevadas, evitando proteger as pessoas mais novas, em que a taxa de letalidade é baixa. Com isto esperam minimizar o impacto económico e o desemprego, ao mesmo tempo que aceleram a chamada imunidade de grupo, já que mais pessoas se infetariam ficando assim com anticorpos. 

Os virologistas calculam para este vírus uma taxa de 60%, como a que garante imunidade, embora existam também teses que apontam para valores significativamente mais baixos.

Solução/Propostas:
A realidade dos factos mostra que a abordagem da Suécia leva a taxas de mortalidade mais elevadas. Neste momento tem um número de mortos por milhão de habitantes mais de 3 vezes superior a países homólogos, como os seus vizinhos Nórdicos. As autoridades continuam a insistir que a estratégia é a correta já que considerar que se irão suceder novas vagas de Covid 19 e aí terão maior imunidade que os restantes países. Ou seja só no final deste processo, eventualmente quando surgir uma vacina que será ainda demorada (as perspetivas mais otimistas apontam 18 meses), se poderão comparar as taxas de mortalidade. 

Por outro lado, as projeções de várias entidades e analistas económicos projetam uma recessão da Suécia semelhante à outros países que tiveram custos humanos muito inferiores.

A Suécia ignora no entanto que o conhecimento deste vírus, que é novo, está em constante evolução e portanto existem novas abordagens terapêuticas que com o passar do tempo poderão minimizar o impacto em vidas humanas. 

Do mesmo modo, as economias estando muito ligadas globalmente, não permitem grandes vantagens à Suécia nessa dimensão.

Assim sendo tudo aponta para que o Lockdown seja a melhor abordagem, porque minimiza as mortes da primeira vaga, dando tempo para que o conhecimento se adquira e como isso potencialmente se evitem tantas mortes no futuro.

O esforço de recuperação da economia terá que acontecer e é semelhante, tanto na estratégia da Suécia, como no Lockdown e passa na fase atual por ir abrindo a economia, desconfinando com prudência, mas mantendo regras de distanciamento social e prudência por forma a evitar novos focos de grande impacto.


Referências:






sexta-feira, 8 de julho de 2011

A RTP, o serviço público e as aldrabices

O novo Governo afirmou que a RTP iria ser privatizada. Em abstracto tendo a achar um erro. Enquanto a televisão continuar a ter um papel tão central na vida da maior parte das pessoas penso que há lugar para pelo menos um canal onde a programação tenha uma preocupações que vão além dos critérios comerciais.

Passei muito tempo no Reino Unido e vi bastante a BBC. Também na BBC há algum lixo pouco compaginável com o que se chamaria serviço público. Mas proporcionalmente à RTP é pouco e parece-me que é meramente uma consequência de uma linha editorial que, uma vez delimitada, tem grandes graus de liberdade. Observei reportagens de grande nível e verifiquei que nas mesmas está quase sempre presente um "sentido de serviço ao público", por exemplo procurando tratar temas científicos complexos como a maior simplicidade possível ou desmascarando aldrabices ou desmistificando ideias enraizadas e que não fazem grande sentido. Muitas das melhores séries a nível mundial sobre a Natureza, a Cultura, a Ciência são da BBC. Várias dessas séries não existiriam se os critérios fossem apenas os da racionalidade financeira, pois apesar do peso mundial da BBC, duvido que os elevados custos de alguns desses programas sejam pagos pelas audiências dos mesmos. A definição difusa do chamado serviço público torna-se clara quando se analisa a BBC.

Não esperaria naturalmente que a RTP atingisse este nível na produção de conteúdos. Seriam demasiado caros para um mercado como nós. Mas esperaria ao nível da linha editorial da produção efectuada uma atitude semelhante. Embora a situação o merecesse, não vou tecer comentários em relação ao carácter mais ou menos popular de alguns programas da RTP, tipo os vários programas das manhãs, o Portugal no Coração, o Preço Certo e outros. Posso até admitir que estes programas façam parte do mix necessário para atrair uma audiência suficiente, passível de ser fidelizada e que possa depois consumir outros conteúdos, ditos de serviço público.
No entanto questiono fortemente certos programas, rubricas ou reportagens. Mesmo não descendo tão baixo quanto outros canais, onde por exemplo se passam horas a falar com os mortos, há na RTP uma presença regular de astrólogos, tarotólogos, medicinas altenativólogos e outros aldrabólogos.

Até se podia perceber a presença desta gente, se fosse para discutir de forma séria e com contraditório, a fonte da sua sabedoria, os seus diplomas, os fundamentos, as provas científicas da mesma e os resultados comprovados mas não, dá-se-lhes tempo de antena como se houvesse qualquer fundamento para a sua banha-da-cobra.

Exemplos disto recentes: Já referi num post anterior um convidado do Nicolau Breyner especialista em medicina energética isto em Prime Time numa 6ª à noite; Ainda mais recentemente, o homeopata (há quem chame homeopatetice) Nuno Oliveira teve direito a 30 minutos no Portugal no Coração, onde os apresentadores o trataram quase efusivamente e se calhar até de foma mais entusiástica do que se tivessem chamado um médico a sério, como um pediatra ou de clínica geral – O que pensarão as pessoas que vêm um programa destes e contactam com uma medicina tão milagrosa, sem contra-indicações, barata, garantida. É fácil pensar que no dia seguinte, os consultórios dos homeopatas vão estar mais cheios, e as farmácias que vendem xarope de água e comprimidos de açúcar, mais ricas. Mas esse é o menor dos efeitos. O pior é que há quem fique convencido que pode passar a tratar infecções sem antibióticos e cancros sem os tratamentos adequados, etc. Isto é portanto muito mais grave que a simples negligência informativa.

Dentro deste campo de abordagem da RTP por terrenos pantanosos inserem-se ainda coisas como a presença regular da astrologia,como rubricas de programas ou o privilégio que é dado à religião católica que tem uma presença muito mais frequente que as outras confissões com a transmissão de missas semanais, ou com as muitas horas de transmissões de Fátima, Vaticano, etc.

Como deveria a RTP agir perante este tipo de situação?

Um bom princípio jornalístico é o da neutralidade. Mesmo que os enviesamentos pessoais dos jornalistas sejam inevitáveis, tentar pugnar pela neutralidade permite não embarcar pela maioria, ir ao fundo da questão, procurar ângulos diversificados, dar voz às minorias, etc. No entanto neutralidade não pode ser entendida sempre como equidistância. Não se coloca em pé de igualdade o criminoso e a vítima; Não se dá o mesmo peso ao racista e ao defensor da igualdade; não se mete no mesmo saco a opinião do especialista e a do curioso, mesmo que cada uma possa e deva ter o seu espaço; não se trata a química no mesmo pé que a alquimia ou a medicina no mesmo plano da possessão demoníaca, etc, etc.

Há padrões civilizacionais e culturais que, mesmo sendo evolutivos e marcados pelos tempos em que vivemos, definem referenciais e pontos de partida. Diria assim que, em temas que envolvem conhecimento o jornalista não pode dar o mesmo peso àquilo que passou pelo crivo metodológico dos especialistas como o método científico e aquilo que se apresenta como verdade revelada, filosofia de vida, opinião, etc. Diria o mesmo se se comparasse uma sentença judicial a uma opinião de circunstância.

Isto significa que perante um dado problema há que privilegiar aquilo que está amplamente comprovado, rejeitar o que também está comprovado não funcionar e naquilo que é menos certo, dar peso à posição mais consensual dos especialistas, a mais testada, a mais comprovada pelas evidências, pelos testes, pelos modelos explicativos. É certo que há posições mais alternativas que poderão estar correctas, mas para atingirem um estatuto onde mereçam ser consideradas têm que ser testadas e percorrer o mesmo caminho que as mais consensuais.

Por isso quando se fala com alguém que tem uma explicação extraordinária para algo, há que pedir provas e que estas não sejam apenas exemplos e testemunhos, cujo rigor não se pode atestar. Testes controlados, confirmação por pares perante circunstâncias idênticas são critérios absolutamente fundamentais para que um carro ser vendido, ou a farinha do pão possa ser usada. Só se pede um critério semelhante naquilo que a RTP trata como conhecimento nos seus programas e pede-se também que, na sua missão de serviço público desmascare os aldrabões, os pseudo-médicos, os curandeiros, os místicos e outros que tais. Ou que pelo menos não lhes dê relevo.

Para quando reportagens como esta da BBC em que aborda precisamente o tema dos milhares de curandeiros que pululam por aí?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma teoria científica não é opinião

Irei abordar por aqui o conceito de teoria científica, tantas vezes apontado como uma fragilidade da ciência, uma vez que as teorias mudam e se são teorias, não são leis. Esta é uma perspectiva profundamente deturpada, pois essa capacidade de mudança é uma das principais virtudes da ciência, mas isso fica para outra altura.

Por agora fica uma visão artistica desta ideia, através dos They Might Be Giants, um grupo Americano da década de 80 ainda no activo hoje, que tem diversas canções, 3 numa escala de 5 a nível artístico, cuja particularidade é focarem-se muitas vezes numa mensagem científica.

Irei colocar várias das suas canções aqui. Esta é a primeira e escolhi-a não por ser a melhor, mas porque fala do que é a ciência e nas suas bases.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A Apple e a religião

Um recente documentário da BBC – Segredos das Supermarcas – apresentava diversas conclusões sobre o funcionamento do cérebro, obtidas com base em imagens de Ressonância Magnética, que evidenciavam que os produtos da Apple e de outras Supermarcas geravam para os fãs mais fervorosos dessas marcas, um estímulo nas mesmas zonas do cérebro, que os símbolos religiosos produziam nas pessoas crentes.
É interessante, mas não é surpreendente esta conclusão! Se observarmos os comportamentos do dia a dia, vemos que há ligações poderosas e que são por vezes marcadas por muita irracionalidade. É inútil contrapor vantagens do Windows ou Linux, a um superadepto do Mac OS. É inútil tentar explicar que aquele golo entrou mesmo um metro na baliza, a um fanático da equipa oposta. É tarefa quase inglória tentar demonstrar que não há evidências da existência de Deus, para um zelota da fé.
Este estado de semi ou completa irracionalidade é algo a que as marcas aspiram e muitas investem toda uma estratégia de Marketing, na construção de uma ligação mais centrada em associação de estilos de vida ou de pertença a um grupo ou credo.

Por exemplo uma marca que consegue gerar uma legião de fãs, que chegam a tatuar permanentemente o seu símbolo no corpo, tem certamente no mercado vantagens, sobre aquela marca que vende produtos de reconhecida qualidade mas que são incapazes de gerar paixões, resultando algo anódinos perante tão forte ligação emocional. Nada que as religiões não explorem há séculos, embora aí entrem factores adicionais, como o medo ou a ideia de pecado, que são factores com um potencial manipulador mais elevado, mas que estão vedados às marcas.

Mas porque é que existem este tipo de comportamentos? E porque é que é tão frequente, mesmo em pessoas esclarecidas e inteligentes, acreditarem em explicações metafísicas, sobrenaturais, transcendentes, religiosas? Bruce Hood, Professor e Director do Centro de Desenvolvimento Cognitivo da Universidade de Bristol, apresenta algumas explicações no seu livro – Supersense: Why we believe in the unbelievable. A Evolução parece ter dotado os seres humanos de um sentido de procura padrões, que lhe garantiu vantagens competitivas na forma como superou dificuldades e se antecipou a ameaças, mas que deixou resíduos na necessidade de um propósito e, em consequência, na procura de figuras de messiânicas, com autoridade e com capacidade de serem uma referência e nos guiarem.

Parece assim que o sobrenatural é muito natural, pois esse maravilhoso órgão de 1500 gramas, que nos consome mais de 20% da nossa ração diária de energia, tem uma complexidade que só recentemente começámos a sondar. Isso não quer dizer que nos devamos render a essa natureza, pois esse mesmo cérebro também encerra em si capacidade de racionalização, que nos trouxe o desenvolvimento e conhecimento actuais. Há pois, que olhar as coisas com uma perspectiva racional, pelo menos em assuntos mais importantes do que a preferência por uma dada marca ou clube e não aceitarmos sem evidências fortes, as explicações que nos derem, principalmente quando estas forem extraordinárias e sem grande aderência ao que observamos no dia a dia.

Termino com uma Ode a esta massa cinzenta que, com o tempo, será certamente capaz de se desvendar a ela própria!

sábado, 7 de maio de 2011

Conhecimento não é opinião!!!

Há uns anos um amigo Australiano falou-me de um comediante do seu país de que ele não era um grande fã, mas que achava que se alinhava bastante com o meu sentido de humor - palavras dele. Desde então tenho acompanhado Tim Minchin em várias das suas performances (pela net). A peça que aqui coloco chama-se "Storm" e pertence a um dos seus espectáculos. Está disponível na versão ao vivo e esse texto deu agora origem a uma versão animada, que é bastante elucidativa em relação a alguns princípios científicos e à forma de distinguir conhecimento de opinião.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Medicinas Alternativas

Na 6ª feira passada estava a fazer zapping e deparei com o programa do Nicolau Breyner, "Nico à Noite". Nunca tinha visto, mas estava por lá o Medina Carreira que, num tom algo diferente da amargura habitual, dava uma entrevista mais pessoal e por aí fiquei. Seguiu-se um tal de Dr. Nuno Nina, compadre do Nicolau Breyner e licenciado em medicina bioquímica. A coisa cheirou-me a esturro, mas esperei para ver.
A entrevista só confirmou a minha primeira impressão. Tanto a medicina, como a bioquímica são coisas sérias e muito respeitáveis e até estão ligadas profundamente, mas não conhecia nenhuma licenciatura que juntasse as duas no nome e pareceu-me a estratégia típica dos vendedores de banha-da-cobra, que consiste em usar uma linguagem sofisticada e pseudo-técnica.
Umas investigações na net à posteriori, sobre o tal Dr. Nuno Nina permitiram-me concluir que a sua pretensa licenciatura não é reconhecida em Portugal (e provavelmente em lado nenhum!) e que a sua medicina é recheada, como seria de esperar, de outros epítetos: Electromedicina; quântica; energética; integrativa; informacional.

Tudo coisas lindas e impressionantes, com o único problema de não quererem dizer nada de relevante e de misturarem conceitos que fazem sentido em determinados contextos, mas são completamente disparatados noutros.
Tudo o que é quântico está na moda, desde as pulseirinhas à homeopatia. Se se diz que a ciência não explica e quando não há quaisquer evidências de sucesso que se distingam do efeito placebo, em testes sérios e com as regras que se utilizam universalmente para validar qualquer terapia, então de certeza que há uma misteriosa explicação quântica à espera de ser usada.

Falarei disto mais vezes, pois a Física Quântica é uma coisa séria e de grande importância e com presença no nosso dia a dia, mas aqui o essencial da mensagem que pretendo passar é que isto é perigoso e não sei porque é que as autoridades de saúde não impedem estas coisas. Pelo que vi nessas pesquisas que fiz, num programa do Goucha há uns anos, o tal Dr. Nina ia mais longe e exemplificava que ao reequilibrar o Sódio e o Potássio das células, repunha os níveis energéticos do organismo (a energia também faz sempre parte do vernáculo da banha-da-cobra, assim como o holístico) e tratava tudo com as suas maquinetas star wars, desde a dor de cabeça, à osteoporose, culminando com a oncologia. E, claro, para ser credível estavam lá doentes ou ex-doentes, assim tipo IURD, que, descrentes na medicina convencional, se entregavam à medicina informacional, com todos os riscos inerentes a querer tratar-se o cancro com feitiçaria.

Pelo que vi pelas imagens da suposta clínica, a coisa deve render bem. Ao menos a homeopatia é um pouco mais benigna, pois normalmente não se afoita tanto deixando as patologias mais agrestes entregues à medicina “convencional”. É que os seus comprimidos de açúcar e xaropes de água não geram tanto impacto no equilíbrio das energias, como as potentes máquinas EMDR da medicina integrativa!

Nada disto se distingue dos efeitos de placebos, conforme comprovam muitos testes por esse mundo fora e na verdade, as ditas “medicinas alternativas”, são alternativas porque não são medicina. Aqui fica uma reportagem, na TV Australiana sobre a homeopatia. Depois é só generalizar para outras banhas-da-cobra, como esta do Dr. Nuno Nina.

sábado, 30 de abril de 2011

A Nossa relevância...

O meu primeiro post marca uma homenagem àquele que considero ser o maior comunicador científico do séc. XX. Carl Sagan nem sempre foi valorizado por muitos colegas cientistas por, segundo eles, dar demasiada importância à divulgação científica e incorrendo por isso, em excessos de simplificação na linguagem. O tempo veio revelar que Sagan estava certo e hoje a mentalidade de muitos cientistas já não está só centrada no laboratório e no uso de jargão só compreendido pelos pares, havendo um reconhecimento de que divulgar os resultados do trabalho, fora da estrita arena do meio científico é tão importante como o trabalho propriamente dito.
Sagan, não foi de modo nenhum o primeiro a dar importância à divulgação científica, mas talvez ninguém como ele tenha feito disso uma missão e tenha gerado um impacto tão grande no aumento do conhecimento científico da população em geral.

Gostaria de ter escrito o texto que aqui deixo. Brilhante, belo e inspirador! Pode ser encontrado no livro de 1994, “A pale blue dot” e é uma lição de humildade cuja leitura recomendo.